Agricultores Ceramistas

ft_05Antes da chegada do europeu e africano o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo estavam ocupados por índios dos troncos lingüísticos Tupi e Macro-Gê (Botocudo, Maxali e Pataxó).

No século XVI os Botocudos foram chamados de Tapuia ou Aimoré, depois de Gren, Nananuk, Pojixá, Krenak, Etwet, entre outros. Eles se distinguiram dos outros índios pelos grandes botoques labiais de madeira.

Os documentos históricos se referem a guerras entre brancos e índios, entre os Macro-Gê e os Tupi, bem como alianças entre os Maxali e Pataxó contra os Botocudos.

Um desses grupos Macro-Gê morava em uma aldeia e em acampamentos na área do Parque. Os vestígios arqueológicos abragem, além da fauna, cerâmica e objetos de pedra polida e lascada. Os restos alimentares revelam uma dieta baseada na caça e em menor grau na pesca, mas as rodelas de fuso, os cachimbos e as lâminas de machado polido remetem também à pratica agrícola. As suas casas eram pequenas e irregularmente distribuídas sobre dunas, Em certos momentos mantiveram contatos com os ceramistas Tupi e os artefatos em sílex indicam que exploraram também áreas mais distantes do interior.

Apenas futuras pesquisas poderão informar se os ceramistas de Itaúnas são os descendentes dos caçadores/coletores/pescadores mais antigos ou eram outro grupo que migrou para o Parque.

Predominam os vasilhames pequenos e médios, cabendo apenas os maiores até 30 litros. A cerâmica foi construída com roletes, a argila foi temperada com caco moído, areia ou grafite. A maioria dos recipientes foi utilizada para cozinhar, estocar líquidos e servir alimentos. Apenas uma parte dos recepientes foi decorada com diversos elementos plásticos. Esta cerâmica foi atribuída por Perota à fase Itaúnas e o seu início estimado em 1250 d.C.